Diástase do Reto Abdominal

O que é a Diástase do Reto Abdominal?

A diástase é o afastamento dos músculos retos abdominais (os músculos “em gomo” da frente do abdômen). Esse distanciamento ocorre devido ao estiramento excessivo da linha alba, o tecido conjuntivo que une esses músculos. Quando esse tecido se torna fino e frouxo, os órgãos internos “empurram” a parede abdominal para fora, criando uma saliência central.

Muitos pacientes confundem a Diástase com uma Hérnia verdadeira pois o abaulamento causado durante o esforço é semelhante porém, não há um defeito ou ruptura do músculo como na Hérnia. 

Causas comuns:

  • Gestação: A causa mais frequente, devido ao aumento progressivo da pressão abdominal com o crescimento fetal (do bebê).
  • Grandes variações de peso: “Efeito sanfona” ou perda súbita de peso.
  • Esforço físico inadequado: Exercícios feitos sem a devida estabilização do core.
  • Obesidade, especialmente a obesidade visceral, pelo aumento da circunferência abdominal

Sintomas: Além da Estética

Muitos pacientes buscam o Dr. Marcelo Furtado por queixas estéticas, mas a diástase é, acima de tudo, um problema funcional. Os principais sinais são:

  • Abaulamento central: Uma “crista” ou “vão” que aparece ao fazer abdominais ou levantar da cama.
  • Dores lombares: A falta de suporte abdominal sobrecarrega a coluna vertebral.
  • Instabilidade do core: Sensação de fraqueza ao carregar peso ou realizar atividades físicas.
  • Alterações digestivas: Em alguns casos, pode haver relação com maior estufamento e má digestão.

O Diagnóstico: Como saber se eu tenho diástase?

O diagnóstico inicial pode ser feito através do exame físico no consultório, onde o cirurgião avalia a distância entre os músculos e a integridade da parede abdominal. Para um planejamento cirúrgico preciso, o Dr. Marcelo costuma solicitar exames de imagem, como a Ultrassonografia da Parede Abdominal e/ou Tomografia Abdominal, para medir a extensão exata da separação e verificar a presença de hérnias associadas (muito comum em casos de diástase, especialmente umbilical e epigástrica).

Tratamento Moderno: Cirurgia Minimamente Invasiva

Antigamente, a única forma de corrigir a diástase era através da abdominoplastia clássica (“plástica abdominal”com grandes cortes). Hoje, o Dr. Marcelo Furtado utiliza técnicas que priorizam o restabelecimento da função muscular com pouquíssima agressão através de mínimas incisões:

Correção por Robótica ou Videolaparoscopia:

Através de 3 pequenos portais (incisões de cerca de 8mm), o cirurgião realiza a “plicatura” (costura) dos músculos retos abdominais, trazendo-os de volta para a linha média.

  • Vantagens: Recuperação muito mais rápida que a cirurgia aberta, menos dor e cicatrizes quase imperceptíveis.
  • Tratamento Associado: Frequentemente, corrige-se eventuais hérnias umbilicais e epigástricas no mesmo procedimento, restaurando totalmente a fisiologia da parede abdominal.

Recuperação e Resultados

Diferente da cirurgia plástica tradicional, o foco aqui é a reabilitação da parede abdominal.

  • Pós-operatório: O uso de cintas compressivas é indicado por um período determinado.
  • Fisioterapia: Recomenda -se o acompanhamento fisioterapêutico especializado para “religar” a musculatura corrigida.
  • Resultado Final: Um abdômen mais plano, uma postura mais alinhada e o fim das dores nas costas.

Toda diástase é cirúrgica?

Não !  Nem sempre há necessidade de se tratar uma diástase de reto, especialmente mínimos afastamentos muitas vezes diagnosticados por exame de imagem como ultrassom e tomografia. A sintomatologia dev ser sempre considerada, especialmente quando há prejuízo para a mobilidade do core.

Por quem devo ser operado, cirurgião geral ou plástico?

Havendo indicação criteriosa de tratamento cirúrgico, a associação das duas especialidades, ou seja, cirurgia geral e plástica, é uma tendência mundial e bastante recomendada uma vez que, a lipoaspiração associada à plicatura do músculo reto, melhora o resultado funcional e estético. 

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